12 outubro 2011

O MPN apoia a ferrovia Duriense

O MPN aconselha que os signatários do manifesto a favor da Linha Ferroviária do Douro até Salamanca contactem o Sr. Presidente da CCDRN, Dr. Carlos Lage, que publicamente vem anunciando desde há dois anos que esse processo está já concluído e todos os “Protocolos Assinados”, tendo-se até insurgido publicamente contra membros do MPN que vêem pedindo atenção para toda a problemática de ligação ferroviária no Norte.

O MPN entende que o problema do Norte está na falta de união da Região em torno dos muitos problemas existentes: Douro, Tua, Cávado, Minho-Vigo.

O MPN apoia este manifesto e insurge-se contra o Norte que se vende e se cala.
Manifesto pela modernização do troço Marco-Pocinho e pela reabertura do troço Pocinho-Barca D’Alva, da Linha do Douro

“Os vinhedos e o comboio são parte integrante da riqueza turística do Alto Douro Vinhateiro e reflectem bem o árduo trabalho que foi necessário para os concretizar. Nesse sentido, imaginar o Vale do Douro sem o comboio é o mesmo que o imaginar sem o Vinho do Porto”

A Linha do Douro começou a ser construída em 1872 e ficou concluída em Dezembro de 1887, incluindo o troço entre Barca D’Alva e La Fuente de San Esteban, o que permitiu estabelecer uma ligação por Caminho-de-ferro entre Porto e Salamanca.

Na década de oitenta, fruto do estado de degradação e de tráfegos muito reduzidos, a ligação internacional foi suspensa, tendo encerrado ao tráfego ferroviário entre Barca D’Alva e La Fuente de San Esteban em 1 de Janeiro
de 1985, e entre Pocinho e Barca D’Alva em 18 de Outubro de 1988.

Atendendo a que:

1. A Linha do Douro e o canal navegável do Rio Douro são as únicas vias de comunicação longitudinais da região;

2. A realização de cruzeiros turísticos está fortemente dependente da complementaridade do Caminho-de-ferro;

3. O troço Barca-D’Alva-La Fregeneda, inserido na ligação a Salamanca, inteiramente financiada com capitais portugueses, foi declarado Bem de Interesse Cultural com a categoria de Monumento e está a ser alvo de trabalhos de reabilitação para utilização de veículos ferroviários ligeiros pela Tod@via - Asociación de Frontera por una Vía Sostenible;

4. A Linha do Douro está inserida num eixo de elevado potencial turístico, na medida em que permite ligar o Porto, o Vale do Douro, as gravuras rupestres do Vale do Côa, Salamanca, Ávila e Madrid, locais aos quais foi atribuído pela UNESCO o designo de Património da Humanidade;

5. A crescente procura turística verificada na cidade do Porto e no Vale do Douro, decorrente dos voos low cost para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro e do aumento do Enoturismo;

6. A montante do Vale do Douro reside um mercado de enorme potencial turístico, nomeadamente nas cidades de Madrid, Valladolid e Salamanca, o que permite equilibrar o Douro entre dois pólos geradores de viagens de idêntica dimensão;

7. A futura ligação de alta velocidade Madrid-Salamanca irá permitir diminuir os tempos de viagem de toda a Espanha para aquela cidade;

8. O benefício que reside da possibilidade de existir uma ligação regular de transporte de passageiros entre Porto e Salamanca pelo Vale do Douro como factor dinamizador do fluxo turístico ao longo da região;

9. A não compatibilização da construção de um eixo rodoviário longitudinal com o desígnio de “Património Mundial”;

10.Atendendo a que o transporte de mercadorias via Porto de Aveiro é fortemente subsidiado pelo Estado, passando-se semanas em que não existem quaisquer circulações de comboios de mercadorias para o mesmo, e o volume de mercadorias movimentado através do Porto de Leixões é incomparavelmente superior, a ligação ferroviária mais curta para a Europa é pelo Vale do Douro, traduzindo-se em cerca de menos 110 km até à fronteira, do que pela linha da Beira Alta, o que, associado ao facto da circulação de composições de mercadorias só ser eficiente a velocidades inferiores a 120 km/h, torna a Linha do Douro numa alternativa muito mais económica do que o eixo Aveiro-Viseu-Salamanca, por já existir;

11.A A24 e o IP2 servirem essencialmente os eixos Vila Real/Régua/Lamego e Torre de Moncorvo/Vila Nova de Foz Côa, respectivamente, não estando sequer calendarizada a construção IC26 para a Régua.Tendo em consideração a necessidade de se potenciar o desenvolvimento turístico da região, o que contribuirá para o aumento da actividade económica do País e, consequentemente, para o equilíbrio da balança comercial, por via da captação de turismo estrangeiro e havendo a necessidade de um eixo ferroviário no norte para escoamento de mercadorias. Considerando ainda o consenso existente entre os 28 Municípios servidos por esta infra-estrutura centenária. Solicitam os Durienses, os Transmontanos e os Beirões a reabertura da ligação internacional da Linha do Douro por Barca D’Alva, bem como a modernização da mesma, entre Caíde e Pocinho, contemplando a electrificação, sinalização electrónica e tratamento de taludes, de forma a se reduzirem os tempos de viagem para 1h25 entre Porto e Régua, 2h40 entre Porto e Pocinho e 4h entre Porto e Salamanca, viagem que nos anos 70 demorava mais de 11h...

Peso da Régua, 27 de Setembro de 2011

ROTARY CLUB DA RÉGUA

07 outubro 2011

Conclusões da Comissão Executiva, reunida a 6/10/2011


A Comissão Executiva do MPN – Movimento Partido do Norte, na reunião de 6 de Outubro de 2011, decidiu:

1. Acentuar o esforço de recolha de assinaturas para a mais breve legalização do Movimento em Partido Político, para já na Rua de Santa Catarina nas manhãs de sábado, e por outras vias mais directas.

2.      Comunicar directamente com cada membro da sua Comissão Coordenadora, telefonicamente, e com os seus militantes inscritos, individualmente (por email), qual a estratégia do Movimento e as responsabilidades de cada um e de todos.

3.      Acentuar o acompanhamento dos vários movimentos cívicos da Região Norte e apoiar as suas causas.

4.      Contactar todas as Direcções de Estudantes do Ensino Superior para apresentar o MPN, os seus propósitos e auscultar os seus anseios e preocupações, reforçando a sua linha de acção como Partido dos Jovens, das Regiões e das PME’s, visando uma menor desigualdade social e aposta nos mais desfavorecidos.

5.      Preparar uma conferência para a discussão d’«As Respostas Económicas em tempo de Crise Financeira – a política de choque do Partido do Norte>, dado o MPN entender que as políticas seguidas estão a agravar a situação no país e sobretudo na Região Norte.

6.      Emitir um comunicado de imprensa de repúdio ao que se entende ser uma política de manutenção da qualidade de vida na Região de Lisboa à custa de todo o País, destruindo emprego nessas regiões, como são vários os exemplos, de fecho da RDP no Algarve, de contratação pela EDP de quadros só para Lisboa, de concentração das Direcções Gerais nas Direcções Regionais de Lisboa, de abandono das linhas ferroviárias e da qualidade dos rios a Norte, de fecho do Hospital da Régua e obrigação de deslocação das populações para Lamego, pagando SCUT, a estranheza pelo desconhecimento das condições de concessão à GALP e Petrobrás da exploração de petróleo na costa de Sines, etc.

7.      Reforçar o seu repúdio pela falta de acção dos deputados eleitos pela Região Norte na defesa dos seus eleitores.

8.      Apelar para que o Norte nos siga em http://pelonorte.blogspot.com/ e facebook e se inscreve como militante.

Norte, 7 de Outubro de 2011

A Comissão Executiva

José Ferraz Alves (Secretário-Geral)
Alexandre Ferreira
Nuno Gomes Lopes
Ricardo Fonseca

O MPN apoia o Tâmega

O MPN apoia o Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega, como também a defesa do rio e ferrovia do Tua, Sabor e Corgo, e insurge-se com o ataque que os últimos Governos do PS e PSD têm feito ao poder local e aos serviços de saúde, educação e transporte das populações do Norte, como também se passa com a obrigação futura dos utentes do hospital da Régua terem de pagar portagens das ex-SCUT para irem ao novo hospital de Lamego.

Com a presença de deputados eleitos pelo Partido do Norte, nunca mais este pretexto de cortes afectará os mais desfavorecidos, as Direcções Regionais, as Freguesias do interior, a favor dos poderes que cada vez mais se centralizam em Lisboa.

O Tâmega é o exemplo do abandono do Norte pelos deputados eleitos por esta Região. O MPN receia os efeitos no Ambiente e nas Populações do Norte que de depreendem das palavras de Miguel Relvas em querer ir rapidamente buscar dinheiro às concessões das barragens para reduzir o deficit orçamental. Dinheiro que mais não é do que aquele que a EDP nos faz a todos pagar nas contas da electricidade e gás.
Lusa, 5 de Outubro “Mondim de Basto - Presidente da Junta
Autarca alerta para poluição no rio Tâmega 
O presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto alertou hoje para a poluição no rio Tâmega, descrevendo a água como esverdeada e cheia de microalgas e pedindo à população para não ir a banhos.
Fernando Gomes disse à Agência Lusa que está preocupado com a poluição que diz ser visível no rio Tâmega, junto à vila de Mondim de Basto.
“A água está eutrofizada, uma situação que é mais visível devido ao calor intenso, o verão está prolongado, não há chuvas e a água está parada, referiu.
O autarca alertou a população para não ir a banhos no rio, não deixar os animais beber da água do rio e pediu aos pescadores para se afastaram também desta área. 
O delegado de saúde de Mondim de Basto, José Faria, disse que foi alertado para a situação e que encontrou a água do rio com uma cor esverdeada e com microalgas em suspensão. 
Salientou ainda que é a primeira vez que vi este tipo de poluição naquela zona do rio Tâmega. “Em princípio poderá tratar-se de uma poluição por cianobactérias. É uma poluição normalmente provocada por micro-organismos que são algas que se desenvolvem na presença de luz solar em grande e por nitritos e nitratos lançados para o rio”, referiu. 
José Faria pressupõe que a origem da poluição se encontre a montante do concelho de Mondim de Basto. Nesta zona não existem praias fluviais mas, mesmo assim, o responsável sublinhou que as pessoas não devem tomar banho nas água do Tâmega, apesar do intenso calor que se tem feito sentir nos últimos tempos. 
À GNR, entidade responsável pela fiscalização, não chegou até ao momento qualquer queixa ou alerta sobre esta situação. 
Fernando Gomes teme que este efeito de eutrofização do rio Tâmega se intensifique com a construção da barragem de Fridão, a jusante da vila de Mondim de Basto. “Eu já estou preocupado porque, para além de ficarmos com as águas inquinadas, não vamos poder procurar investidores na área do turismo para uma albufeira que vai ficar com péssima qualidade de água. Não vai ser bom para desenvolver do concelho”, frisou. 
A barragem de Fridão é uma das 10 que constam do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial hidroeléctrico, afectando território dos concelhos de Amarante, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Mondim de Basto. 
Em Abril de 2010, o Ministério do Ambiente emitiu a declaração de impacto ambiental (DIA) condicionada à cota mais baixa da barragem de Fridão. O empreendimento encontra-se em processo de licenciamento, prevendo-se que as obras arranquem em 2012

30 setembro 2011

As vias ferroviárias de mercadorias

Entendível e louvável, as opções pelas vias ferroviárias em bitola europeia, Aveiro - Salamanca e Sines - Badajoz (esta para não perturbar as ilusões lisboetas que julgam que ainda vivemos no tempo do petróleo das colónias africanas ou do "único" porto de águas profundas do mundo, do seu claro).

Mas o eixo Norte-Galiza com os seus 7 milhões de habitante é claramente a Euro-região de aposta para o relançamento do próprio país e da dinamização do mercado interno, agora que todos, eu não!, só falam em exportar - pudera sem mercado interno.

Que fazem? Porque impedem esta ligação? E nós, porque o permitimos? Sabem como cresce o desemprego no Porto? Alguém tem propostas para recuperar o valor do mercado interno, isto é, emprego qualificado e salários adequados em Portugal?

Ainda julgam que as multinacionais vão criar emprego para a China, India, Brasil, Polónia, Rússia, por causa dos seus baixos custos salariais? Não, vão porque são mercados em crescimento no seu valor potencial de consumo interno sem recurso a endividamento.


José Ferraz Alves
Secretário-geral do MPN

“Governo vai desviar fundos europeus para a reabilitação urbana”

O título e duas particulares questões de interesse para o Norte a propósito da importante aposta na reabilitação urbana, fizeram-me voltar a este importante fórum de discussão. Agora na qualidade de Secretário-geral do Movimento Partido do Norte, que está em processo de recolha de assinaturas para a sua legalização como Partido Político.

O termo "desviar" chamou-me logo a atenção.

E penso que devemos estar atentos, dado que 130 milhões de euros do fundo JESSICA respeitam ao FEDER, que é um fundo de desenvolvimento regional afecto às regiões de convergência:

    • As regiões do Norte, Centro, Alentejo e a Região Autónoma dos Açores são integradas no Objectivo Convergência;

    • A região do Algarve é enquadrada no regime transitório do Objectivo Convergência, designado phasing-out estatístico;

    • A região de Lisboa integra o Objectivo Competitividade Regional e Emprego;

    • A Região Autónoma da Madeira é integrada no regime transitório do Objectivo Competitividade Regional e Emprego, designado phasing-in.

O FEDER não se aplica a Lisboa nem à Madeira.

O Programa terá 1.000 milhões de euros, dos quais 130 milhões do Norte-Centro-Alentejo-Algarve, 200 milhões da Banca e 670 milhões de euros do esperado investimento privado.

Primeiro, estou para ver qual o passe de mágica para chamar Lisboa e Vale do Tejo a este programa. Fácil com tanta falta de empenho na defesa do Norte e num processo de crescente centralização que esta chamada racionalização da administração pública veio reforçar. Fundem-se direcções regionais com gerais, já se percebeu que o rumo do outro Governo continua neste e em força. Pelo meio encerram-se umas freguesias para ainda despovoar mais o território.

A segunda questão é do foro da aplicabilidade dos destinatários dos fundos e algo que no MPN muito defendemos, que não se deve estar a descapitalizar as pessoas via impostos e só a capitalizar Banca, Estado e Empresas. E a resposta do Secretário de Estado é preocupante e mais do mesmo.

Às excelentes perguntas do Jornal de Negócios, as respostas não deixam dúvidas, os fundos vão para os mesmos de sempre:

“Como é que as possam podem ter acesso a este fundo? As autarquias, as sociedades de reabilitação urbana ou grupos de empresas ligadas à construção civil e obras públicas são entidades que se podem candidatar.

E os particulares? Vão ter de ser organizar em torno de entidades, por exemplo, das sociedades de reabilitação urbanas das autarquias. Directamente não poderão aceder. Até porque isto tem uma perspectiva de apoio à actividade empresarial e de incentivo à reabilitação urbana e ao próprio mercado de arrendamento”.

Fantásticos, os clientes, os particulares, os habitantes das casas reabilitadas são algo estratosférico. OK, mais fundos para dinamizar mais um patamar de intermediação e encarecer as casas, o da promoção imobiliária.

Ainda têm esperança que a situação em Portugal mude de vez para algo que países exemplo como a Suécia praticam, com estes mesmos de sempre?

Continuem felizes. Já agora, algum desses movimentos cívicos que se constituiu em defesa da reabilitação urbana do Porto que se candidate aos Fundos.

Eu já vi o que tinha para ver.


José Ferraz Alves
Secretário-geral do MPN

23 setembro 2011

Informação aos militantes e simpatizantes do MPN

1. Informa-se que o MPN tem os seguintes órgãos eleitos

Comissão Coordenadora
Pedro Baptista - Presidente
José Ferraz Alves - Secretário-Geral
Alexandre Ferreira
Nuno Gomes Lopes
Ricardo Fonseca
Bernardino Barros
Ismael Cardoso
Paulo Pereira
Mário Ferreira
José Henriques Soares
João Anacoreta
Eurípedes Costa
Jorge Monteiro
Marco Monteiro
Miguel Barbot
Paulo Pereira
Vasco Macedo
Vitor Pinto
José Manuel Lopes Cordeiro
António Alves
Tiago Vasquez
Sérgio Castro
Miguel Meira
José Carlos Graça
A. Pinto Bernardo
Helder Rosário
José Luís Moreira
Vítor Silva
Renato Oliveira
David Ribeiro
Pedro Boanova
Francisco Gouveia
Thiago Guimarães
Fernando Alves
Bernardino Barros
Fernando Costa
Nuno Martins
Paulino Coelho
Miguel Cerquinho
Nuno Pereira
Nuno Teixeira
João Pedro Pereira
Dénis Sousa
Joaquim Bastos
José Pinto
André Moura
Nuno Moreira
João Almeida

Comissão Executiva
Pedro Baptista - Presidente
José Ferraz Alves - Secretário-Geral
Alexandre Ferreira
Nuno Gomes Lopes
Ricardo Fonseca
Bernardino Barros
Ismael Cardoso
Jorge Monteiro

2. Informa-se que neste sábado, 24 Setembro, pelas 11 horas, estaremos no cruzamento de Passos Manuel com Santa Catarina para o processo de recolha de assinaturas para a nossa legalização como Partido Político junto do Tribunal Constitucional.

Esta acção terá sempre a presença do Secretário-geral e de membros da Comissão Executiva pedindo-se o favor da presença de quem nos possa ajudar.

3. Informa-se que a Comissão Executiva reúne semanalmente das 21h30 - 23h00, na Rua de S. Brás 256, estando nesse período disponível para receber quem pretenda colocar questões e apresentar sugestões.

4. A Comissão Coordenadora irá reunir mensalmente, no primeiro sábado de cada mês, das 15h00 - 17h30, começando em Novembro.

5. Informa-se que , no último sábado de cada mês, começando por Outubro, a sede estará aberta a partir das 15h00 para confraternização e maior conhecimento entre todos os membros.

6. Informamos que iremos dar um novo impulso à nossa comunicação pelo http://pelonorte.blogspot.com/ e facebook, optimizando a apostando nestes recursos que temos disponíveis.

7. Informa-se que a nossa actividade corrente normal tem custos de renda, luz e água, de cerca de 250 euros/mês. Estas despesas são fixas e não incluem eventuais necessidades de acções de promoção, que se revelam menos importantes nesta fase.

Tendo sido aprovada uma quota mensal de 5 euros, pedimos o favor da contribuição a todos os membros, sendo que situações de estudantes ou desempregados têm por nós sido aceites como de isenção.

O NIB da conta do MPN é 0010 0000 4523186000188, sendo que o nome de cada associado aparece sempre associado a cada transacção.
Também se informa que as contas são acompanhadas e contabilizadas por membros idóneos e especialistas na área.

Como certamente compreenderão, iremos considerar que são membros com interesse em acompanhar e apoiar este projecto os que nos respondam, ou pagando ou pedindo a isenção.

A Comissão Executiva entende que é preferível uma clarificação e mobilização dos apoios humanos que temos, sem cairmos em ilusões que nos prejudiquem em termos de orientações estratégicas.



Cumprimentos nortenhos
Comissão Executiva
José Ferraz Alves - Secretário-geral
Nuno Gomes Lopes

Comunicado - Ramal da Figueira da Foz

Porto, 21 de Setembro de 2011



Muito agradecemos o convite do Projecto Cultura e Cidadania para o MPN estar presente nesta acção pública de defesa da ligação ferroviária da Pampilhosa da Serra à Figueira da Foz. Louvamos também o vosso esforço cívico em defesa de uma justa causa pública.

O Movimento Pró-Partido do Norte nasceu de um conjunto de cidadãos preocupados com o estado desigual de desenvolvimento do País. Dele fazem parte muitas pessoas que já participavam em movimentos cívicos defensores de causas que não estavam a ser ouvidas, e muito menos respeitadas, pelos partidos políticos existentes.

Aqui, na ligação Pampilhosa-Figueira da Foz, mas pensando também no Tua, no Sabor, no Corgo e Tâmega, no Douro e no Oeste, sempre consideramos que a causa directa do despovoamento do interior do país está na estratégia de empobrecimento e posterior inevitável encerramento das linhas ferroviárias regionais e semi-regionais, em perfeito desrespeito das populações e dos mais frágeis.

E denunciamos como um problema que arrasta todo o território nacional e que merecia uma intervenção da própria Presidência da República.

O MPN entende que urge chamar à responsabilidade dos poderes locais a gestão até aqui feita centralmente por uma CP e REFER tomadas pelos interesses partidários dos partidos do até hoje eixo do poder e suas negociatas com empresas do regime.

A título de exemplo, foi o MPN responsável, ainda numa fase pré-eleitoral, por reunir as Câmaras do Alto Minho alertando para o erro da não adequada ligação ferroviária Porto-Nine-Valença-Vigo e propondo a criação de uma empresa regional para a criação e gestão da infra-estrutura, com o apoio do Governo da Galiza e de operadores privados, e a candidatura a fundos comunitários que estão em riscos de serem desviados para a Terceira Travessia do Tejo.

Sabemos, quanto ao Ramal da Figueira da Foz em si, que este foi fechado em 2009 por 'razões de segurança'. Foi nessa altura que fecharam todas as vias estreitas do Douro, pelas mesmas 'razões'.

Este Ramal liga a Linha do Oeste, na Figueira da Foz, à Linha do Norte e à Linha da Beira Alta, na Pampilhosa. Entendemos que é o que se chama uma excelente 'redundância' da rede e que teria toda a importância como alternativa à Linha do Norte, também para o tráfego de mercadorias. Isto, claro está, se tivesse havido a aposta na Linha do Oeste (ou mesmo na Linha da Beira Alta, para exportações). O que não foi o caso, sendo que já se aponta o fecho da linha do Oeste, por razões sempre operacionais e financeiras. A “poupança” substitui hoje a “segurança”.

Com estes fechos ficará apenas a Linha do Norte a funcionar, e depois virão dizer-nos que esta está sobrecarregada e que é preciso um TGV para suprir as necessidades da Linha do Norte.

Nessa esparrela não podemos cair.

Vivemos num País em que os interesses instalados só cuidam de grandes investimentos e de muitos milhões sempre associados e em que o mais pequeno, e quase sempre aquilo que releva para as populações é esquecido e esmagado.

As pessoas têm de voltar a ser respeitadas, independentemente do local do território que habitem e do número de votos que representem. Para isso é preciso que se unam e que lutem em conjunto, o que é a base do nosso Movimento. De facto o MPN pretende ser o inevitável “braço operacional” defensor destas causas, porque entende que a democracia acaba inevitavelmente por passar pela Assembleia da República. Mas, desejavelmente constituída por deputados com experiência dos problemas da vida e da
realidade dos círculos que os elegem, e não obedecendo a directórios políticos nacionais hierárquicos e de carreirismo políticos.

Estaremos sempre estrategicamente ao lado da defesa do modo de transporte que até os EUA vêm eleger como o paradigma ambiental e sustentável do século XXI, o ferroviário, e na defesa do legítimo interesse e direitos histórico e civilizacional das populações que se instalaram em seu redor.

Estamos ao lado do Projecto Cultura e Cidadania.

Comissão Executiva do MPN

José Ferraz Alves (Secretário-Geral)

Nuno Gomes Lopes

04 julho 2011

Ou param a suspensão da Linha Porto-Vigo ou suspendem também Lisboa Irún-Madrid!

Face ao anúncio da CP de encerramento da Linha Porto-Vigo a partir do próximo domingo, vem o Movimento pró-Partido do Norte (MPN) protestar contra mais esta arbitrariedade absurda dirigida em especial contra o Norte, a sua economia e a sua mobilidade social, com a agravante de ser uma medida que boicota a relação transfronteiriça interna à Euro-região legalmente consagrada Galiza Norte de Portugal.
De notar que o poder centralista toma tal medida, depois de boicotar a construção de uma nova linha Porto-Vigo de velocidade elevada e quando o Norte litoral se mantém como a única região do país a quem continua a ser extorquido o pagamento de portagens nas ex-SCUT, já por si um acto que prejudica profundamente a economia nortenha nomeadamente no sector turístico.
De notar ainda que do Relatório e Contas de 2010, retira-se que ao contrário do decréscimo geral da procura da CP Regional, no eixo Porto-Vigo, de 2009 para 2010, houve um aumento geral de passageiros de 3,5% enquanto o ratio passageiros-quilómetro subiu 4,5%.
Mais chocante e esclarecedor ainda é a comparação com os resultados da Lisboa Irun/Madrid: enquanto que na linha que sai de Lisboa o aumento de passageiros é menor (apenas 3%), o aumento do ratio passageiro quilómetro é muito menor (apenas 0,5%), sendo que enquanto no modestíssimo Porto-Vigo a “variação de proveitos” foi de 8% no luxuoso Lisboa Irun/Madrid foi apenas de 6,4%.
O MPN exorta o governo a suspender imediatamente tal medida de liquidação do eixo Porto-Vigo e a preparar a imediata regionalização da CP com base na CCRN. Caso considere que tal crime é justificável pela situação financeira a que o centralismo levou o país, exige que seja imediata e simultaneamente suspenso o Eixo Lisboa Irun/Madrid, com resultados muito mais negativos e custosos para o país, ainda por cima resultado das mordomias ferroviárias lisboetas nas suas luxuosas carruagens Talgo.
Conhecendo o proverbial silêncio dos deputados eleitos pelos círculos do Norte, o  MPN exorta todos os autarcas e todos os nortenhos a manifestarem-se de todas as formas contra mais esta prepotência e discriminação, exigindo ao mesmo tempo a abolição das portagens nas SCUT do Norte, enquanto for o Norte o único a pagá-las.

Porto, 4 de Julho de 2011-07-04
A Comissão Executiva do MPN