04 julho 2011

Ou param a suspensão da Linha Porto-Vigo ou suspendem também Lisboa Irún-Madrid!

Face ao anúncio da CP de encerramento da Linha Porto-Vigo a partir do próximo domingo, vem o Movimento pró-Partido do Norte (MPN) protestar contra mais esta arbitrariedade absurda dirigida em especial contra o Norte, a sua economia e a sua mobilidade social, com a agravante de ser uma medida que boicota a relação transfronteiriça interna à Euro-região legalmente consagrada Galiza Norte de Portugal.
De notar que o poder centralista toma tal medida, depois de boicotar a construção de uma nova linha Porto-Vigo de velocidade elevada e quando o Norte litoral se mantém como a única região do país a quem continua a ser extorquido o pagamento de portagens nas ex-SCUT, já por si um acto que prejudica profundamente a economia nortenha nomeadamente no sector turístico.
De notar ainda que do Relatório e Contas de 2010, retira-se que ao contrário do decréscimo geral da procura da CP Regional, no eixo Porto-Vigo, de 2009 para 2010, houve um aumento geral de passageiros de 3,5% enquanto o ratio passageiros-quilómetro subiu 4,5%.
Mais chocante e esclarecedor ainda é a comparação com os resultados da Lisboa Irun/Madrid: enquanto que na linha que sai de Lisboa o aumento de passageiros é menor (apenas 3%), o aumento do ratio passageiro quilómetro é muito menor (apenas 0,5%), sendo que enquanto no modestíssimo Porto-Vigo a “variação de proveitos” foi de 8% no luxuoso Lisboa Irun/Madrid foi apenas de 6,4%.
O MPN exorta o governo a suspender imediatamente tal medida de liquidação do eixo Porto-Vigo e a preparar a imediata regionalização da CP com base na CCRN. Caso considere que tal crime é justificável pela situação financeira a que o centralismo levou o país, exige que seja imediata e simultaneamente suspenso o Eixo Lisboa Irun/Madrid, com resultados muito mais negativos e custosos para o país, ainda por cima resultado das mordomias ferroviárias lisboetas nas suas luxuosas carruagens Talgo.
Conhecendo o proverbial silêncio dos deputados eleitos pelos círculos do Norte, o  MPN exorta todos os autarcas e todos os nortenhos a manifestarem-se de todas as formas contra mais esta prepotência e discriminação, exigindo ao mesmo tempo a abolição das portagens nas SCUT do Norte, enquanto for o Norte o único a pagá-las.

Porto, 4 de Julho de 2011-07-04
A Comissão Executiva do MPN

13 junho 2011

Conferência de Imprensa do Presidente Dr. Pedro Baptista na sede do Partido do Norte 11 de Junho 2011

MPN: Movimento "cessou ligação orgânica ao PDA" e quer constituir-se como partido

O Movimento Partido do Norte (MPN) "espera entregar em breve", no Tribunal Constitucional, as 7500 assinaturas necessárias para se constituir formalmente como partido político, disse hoje o presidente da comissão coordenadora, Pedro Batista.

"Já foram recolhidas cerca de cinco mil assinaturas" para o processo de legalização do MPN como partido político, adiantou aquele responsável, que falava à agência Lusa, hoje, ao final da tarde, após uma reunião da comissão coordenadora do movimento, no Porto, convocada para analisar "a situação política" e "os resultados eleitorais" e para "perspetivar o futuro" da organização.

Como não está reconhecido legalmente como partido, o MPN concorreu às eleições de 5 de junho, em oito distritos do norte, sob a sigla do PDA (Partido Democrático do Atlântico), mas essa "ligação orgânica cessou" nesse dia, afirmou Pedro Batista, afastando a possibilidade do seu movimento vir a integrar o partido açoriano.

"Cessou a ligação orgânica ao PDA, mas a amizade política mantém-se", sublinhou.

Reconhecendo que os resultados eleitorais do MPN "ficaram muito aquém dos objetivos" -- que passavam, designadamente, pela sua "eleição no distrito do Porto", onde liderava a lista do movimento --, Pedro Batista considerou que "agora é o momento de olhar em frente".

Para o resultado eleitoral do MPN contribuiu, de forma "decisiva", a comunicação social, sustentou Pedro Batista.

"O MPN sente-se marginalizado pela comunicação social, que não permitiu que a sua mensagem chegasse às pessoas, distorcendo os resultados eleitorais e pondo em causa a democracia", salientou.

O movimento tem, no entanto, "condições para crescer", pois, com o futuro governo, terá "cada vez mais espaço para atuar", sustentou o seu presidente.

"Com o novo governo, o centralismo será intensificado", não haverá "descentralização nem regionalização", nem, por outro lado, "cortes nas despesas do topo do Estado", afirmou Pedro Batista, explicando o crescimento que prevê para o MPN.

(...in Lusa)

09 junho 2011

COMUNICADO

03 junho 2011



Comunicado de Imprensa – 03 de Junho de 2011

Num encontro com jovens estudantes de Ciência Política ocorrido esta manhã em Nevogilde, Porto, Pedro Baptista, presidente do Movimento Partido Norte e cabeça da lista do Porto pelo Partido Democrático do Atlântico – PDA, declarou que vivemos numa democracia meramente formal, pois há um conluio entre os partidos instalados e a maioria da comunicação social dominada pelo centralismo, no sentido de, através de um muro de silêncio impedir o surgimento de alternativas políticas para o país.

O cabeça de lista pelo PDA do Porto declarou que caso não existisse esse conluio entre os partidos com assento parlamentar, que não têm assento nenhum porque o parlamento está dissolvido, e vivêssemos uma democracia real, derrotaria com facilidade Aguiar-Branco do PSD, Assis do PS, Ribeiro e Castro do CDS, João Semedo do BE e Honório do PCP, porque todos eles, tendo descobertos nas últimas semanas os encantos do Porto eleitoral, nunca abriram a boca no parlamento, nem quanto ao roubo dos fundos do QREN desviados para Lisboa, nem quanto à situação de ser oi Norte Litoral a única região a pagar as SCUT, o que prefigura uma política de tipo colonial por parte da capital do Império sem Império, isto é falido, que para se manter precisa de continuar a sugar o país arruinando-o. Mais, esses candidatos, têm um discurso dúplice armando-se no Porto em paladinos do Norte e em Lisboa em serventuários dos directórios centrais.

É esta política centralista de ruína do Norte e do país que os deputados do PDA eleitos pelo Norte vão combater frontalmente, apresentando propostas positivas e dispondo-se a viabilizar um governo que seja capaz de ressarcir o Norte dos prejuízos, e de fazer crescer a produção e o emprego, concluiu.

Comunicado PDA - Reforço do papel das Universida​des do Norte


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PDA - Agenda de Campanha de 3 de Junho

02 junho 2011